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O uso crescente de materiais renováveis nos produtos da DaimlerChrysler do Brasil, levou a uma redescoberta mundial do uso alternativo de recursos naturais, sobretudo das fibras naturais (fibra de coco, sisal, linho, cânhamo, dentre outros) na fabricação de automóveis, respondendo criativamente às exigências da legislação e das necessidades ambientais. O que antes era lixo agora virou luxo; os pequenos produtores puderam aumentar sua renda, utilizando o fruto do coco de forma integral, transformando as fibras e o látex em produtos com valor agregado, além de contribuírem para a conservação do meio ambiente, através do uso sustentável de seus recursos.

Baseado num convênio de cooperação entre a Universidade Federal do Pará através do POEMA – Programa Pobreza e Meio Ambiente na Amazônia e a DaimlerChrysler AG (então Daimler – Benz AG) foi iniciado, em 1993, um projeto piloto de processamento de fibra de coco na Ilha do Marajó, na comunidade de Praia Grande e no município de Ponta de Pedras. Sendo este último o local onde a empresa comunitária PRONAMAZON produz, atualmente 8.000 encostos de cabeça e aproximadamente 1.000 para-sóis para caminhões da marca Mercedes-Benz, montados em São Bernardo dos Campos, São Paulo. Essa experiência foi o ponto decisivo para a implantação de uma série de unidades de processamento de fibras, fornecedoras de matéria-prima para a fábrica da POEMATEC, localizada no distrito industrial de Ananindeua, Região Metropolitana de Belém.

Este é um empreendimento de caráter público-privado: uma parceria entre o setor privado, a DaimlerChrysler, e o setor público, nas figuras do Governo do Estado do Pará, do BASA – Banco da Amazônia, da UFPA – Universidade Federal do Pará e da DEG - Deutsche Inventitions – und Entwicklungsgesellschaft.

A empresa POEMATEC Ltda., administradora da fábrica, surgiu do POEMA -  Programa Pobreza e Meio Ambiente na Amazônia, um programa de pesquisa e desenvolvimento da Universidade Federal do Pará, com o fim de garantir o fomento da produção local dos pequenos produtores rurais da Amazônia, fornecedores de matéria-prima (fibra de coco e látex), apoiando-os com conhecimentos tecnológicos, comerciais, ambientais e em questões de responsabilidade social. Os parceiros comprometem-se em preservar a biodiversidade e os ecossistemas da Amazônia, assim com em manejar, de maneira sustentável, as áreas degradadas e em verticalizar sua produção agrícola. Com essa cadeia produtiva foram criados novos empregos que favorecem mais de 800 famílias, melhorando consideravelmente as condições de vida dessas pessoas.